sábado, 8 de agosto de 2009

destruição conceptiva de mundo

então o mundo não presta. então a juventude (o futuro da nação) pode, no máximo, brincar de revolução. os jovens militantes universitários negociam com o reitor. eles não sabem que o reitor necessariamente representa o poder hegemônico. o reitor é um agente a serviço do capitalismo. não por acaso: ele comanda a universidade. a universidade é o lugar da formação de profissionais qualificados para o mercado de trabalho. portanto o reitor ocupa uma posição muito mais complexa. ele não é um agente das forças do mal: seria mais fácil se fosse. os militantes ironizaram a morte do pinotti (pouco me importa), como se o indivíduo tivesse alguma importância: o que importa é a função do cargo político. se o movimento estudantil fosse mais que reformismo teria que deixar de ser estudantil: a mudança da universidade feita por dentro é apenas oportunismo, "se nada mudar eu pego meu diploma e vou trabalhar, afinal". a mudança deveria vir de fora e ter como pressuposto a mudança da sociedade. negociar com o reitor é considerá-lo instância legítima de poder: como de fato ele é...dentro da perspectiva burguesa vigente. mas isso é só um exercício de lógica, porque o buraco é mais embaixo.

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