quarta-feira, 15 de setembro de 2010

juventude .3

assim que se despede de suas convicções transformadoras, assim que se defronta com a impossibilidade de oferecer resistência à realidade que um dia quis mudar, o estudante de ciências humanas filho da classe média descobre, com alívio, que as coisas são o que são. diante da irracionalidade evidente da luta contra o mundo como ele é - lugar onde só se sobrevive pelo mérito individual e competitividade - descobre que é preciso adequar-se. acontece...mais cedo ou mais tarde. vendido às tendências do mercado, o estudante de ciências humanas filho da classe média justifica sua nova postura pelo argumento irrefutável de que "afinal, é preciso ganhar dinheiro, pôr comida na mesa. obter o próprio sustento", o que, para ele, significa ter carro bonito, playstation 3, t.v. lcd, etc. contra este argumento não é aceitável nenhum contra argumento do pontode vista da ética.

Um comentário: