domingo, 7 de novembro de 2010

guerra ao terror

a monotonia da vida cotidiana no mundo capitalista chega a tal extremo que todo o sentido se perde no contato com a morte. a morte banalizada na guerra imperialista sem sentido revela ao soldado desarmador de bombas a falta do sentido da perpetuação da família americana típica. de volta do iraque, o dilema maior ao qual está submetido o soldado, agora convertido em cidadão comum - consumidor -, está em decidir, diante da estante infindável do supermercado, qual marca de cereal escolherá para o café da manhã. o cidadão americano comum/consumidor é livre para escolher o cereal que mais lhe agrade.
diante da monotonia cotidiana insuportável e sem sentido, o soldado retorna ao iraque para vivenciar a existência de forma mais intensa: na tarefa de desarmar bombas a proximidade da morte revaloriza a vida a cada momento.
entretanto, o soldado, mesmo em sua fuga individual da angústia generalizada, na verdade está a serviço do capitalismo imperialista americano. seu ofício perigoso e empolgante de desarmador de bombas, fatalmente é parte de um projeto maior; a guerra no iraque tem como objetivo tornar o cidadão comum iraquiano um consumidor livre para escolher o cereal americano que mais lhe agrade.

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