sexta-feira, 23 de novembro de 2012

felicidade simples

tem gente que deseja uma felicidade simples. não se prender eternamente a uma única pessoa pelo casamento; não ter filhos porque o mundo não vale a pena. não ter conta em banco, não pagar plano de saúde e seguro, não trabalhar. não precisar de dinheiro.
ter uma felicidade simples significa ser livre de vínculos de longo prazo: é aí que se descobre o mal encarnado no emprego estável e na institução familiar.
em certas frações da juventude da classe média, a necessidade de escapar da monotonia dos dias repetidos criou o desejo de uma vida imprevisível, na qual fosse real a possibilidade constante de aventuras.
no entanto, entre o desejo de não precisar de salário para não precisar seguir ordens e a convicção de que não se deve ter filhos para não ter dependentes, aparece a condição de estar entre a liberdade para fazer o que quiser e uma rotina fragmentada por interesses isolados de curto prazo.

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