quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

impressões sobre a carta ao pai, de franz kafka



as pessoas só gostam de um tipo como o kafka porque não tiveram a oportunidade de conviver com ele. a verdade é que na vida real ninguém gosta dos solitários melancólicos. é por isso que são solitários, e é graças a isso que tem matéria para escrever suas genialidades que de longe todo mundo admira. de longe todo mal parece um mal com o qual é possível dar-se o direito de ter identificação. depois de escrito, o sofrimento alheio parece beleza, depois de morto o solitário parece que seria um bom companheiro, para conversas inteligentes.
“o que me atinge de modo decisivo é outra coisa. é a pressão generalizada do medo, da fraqueza, do autodesprezo.” isso, no entanto, não é coisa que se diga na vida real.

hoje em dia a ideologia do mérito serve como parâmetro também da avaliação das relações pessoais: não se admite fraqueza sem ter que arcar com o risco de ser considerado inferior, indigno, conformista.

Um comentário:

  1. carai!!!! tava escrevendo nessa porra.. apertei crtl z para voltar, mas voltei muito... dai para reverter apertei crtl r ..e apagou tudo.... enfim... to sozinho até quinta aqui na casa da maíra.. se quiser colar aí uns dias...seria dahora... daí te conto o que estava escrevendo...

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